(Esse texto faz parte da monografia Produzir a si mesmo: desontologização e respons-abilidade nos diálogos éticos (im)possíveis entre Judith Butler e Donna Haraway, defendida em 26 de maio, na Universidade de Brasília)

"Esta é sua especialidade: contar às pessoas histórias que elas são incapazes de imaginar — e convencê-las de que é razoável desejar que o inimaginável aconteça", Virginie Despentes, no prefácio de Um Apartamento em Urano: crônicas da travessia (Paul B. Preciado, 2020).

Às vezes, pode ser mais proveitoso abrir questões do que simular respostas. Especialmente, quando estamos buscando novas ficções que nos permitam fabular outros mundos (im)possíveis diante…


(Esse texto faz parte da monografia Produzir a si mesmo: desontologização e respons-abilidade nos diálogos éticos (im)possíveis entre Judith Butler e Donna Haraway, defendida em 26 de maio, na Universidade de Brasília).

Donna Haraway e Judith Butler são duas filósofas estadunidenses contemporâneas, frequentemente evocadas para fundamentar discussões feministas, seja sobre os limites do sistema sexo-gênero ou sobre a Teoria Queer. …


RESUMO
O presente ensaio tem como principal objetivo refletir acerca da centralidade do corpo nas sociedades ocidentais — também com a devida atenção à ocidentalização dos demais espaços, provocada pela colonização –, com ênfase no corpo de mulheres lésbicas. Entendendo o corpo enquanto um território de disputa que tem sido violentamente capturado pelo patriarcado
enquanto um espaço a ser dominado e controlado e que tem, como uma de suas mais graves expressões, o estupro corretivo de mulheres lésbicas.

INTRODUÇÃO
Através de uma reflexão teórica sobre o estupro corretivo de mulheres lésbicas, o presente ensaio tem como principal objetivo refletir acerca da…


Julianna Motter
Ravena Maia
Vilbégina Monteiro

Autores como Tarcizio Silva (2020a), Safiya Noble (2018) e Taina Bucher (2018) propõem formas de análises críticas dos crescentes processos de plataformização das sociedades contemporâneas que não se detém somente aos aspectos econômicos envolvidos no que tem sido chamado de capitalismo de vigilância. Nesse sentido, trazem olhares sobre os aspectos semióticos e materiais que têm sido (re)produzidos e mediados pelas tecnologias digitais e como eles (re)instauram regimes de (in)visibilidades (FOUCAULT, 1987), especialmente no que tangem populações historicamente vulnerabilizadas.

Desse modo, refletir sobre processos sociais em contexto de plataformização (VAN DIJCK; POELL; WAAL, 2018) exige…

julianna motter

Jornalista, mestra em Direitos Humanos e Cidadania (UnB), doutoranda em Comunicação e Culturas Contemporâneas (UFBA) e bacharel em Filosofia (UnB).

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